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Na manhã de (14) de março ocorreu na Emater reunião entre a prefeita Márcia, o vice-prefeito Gerlson Luís de Quadros Chicate, o secretário da Agricultura Caio Begnini e a equipe técnica do município, foi debatida a atual situação agrícola local e as estimativas de perdas na safra de 2025. O encontro foi marcado por um cenário preocupante, onde os dados coletados indicam dificuldades para os produtores.
De acordo com o levantamento técnico, os hectares cultivados foram analisados e, a partir desse estudo, discutiu-se as previsões de colheita considerando as condições climáticas enfrentadas. A soja plantada entre o final de novembro e o início de dezembro tem sido a mais prejudicada, evidenciando os desafios impostos pelo clima irregular.
A prefeita Márcia destacou a importância do diálogo entre poder público e agricultores:
“A medida que os dias passam, os agricultores já sentem na pele os impactos das condições climáticas adversas. Embora existam previsões otimistas de supersafra em nível nacional, a realidade do nosso município não acompanha esses índices.”
O secretário da Agricultura, Caio Begnini, apresentou dados concretos sobre a situação climática local, demonstrando preocupação com os impactos para os produtores:
“Nos últimos meses, registramos oscilações significativas nas chuvas: em novembro, a média foi de 103,8 mm; em dezembro, 198 mm; em janeiro, 192,8 mm; e, em março, apenas 1,6 mm, conforme dados da estação meteorológica instalada na Coagril. Essas variações afetam diretamente as lavouras e também o bem-estar animal, gerando estresse e queda na produção leiteira.”
Já o vice-prefeito Gerlson Luís de Quadros Chicate ressaltou o impacto financeiro para os agricultores:
“Muitos produtores precisaram recorrer ao replantio, o que aumentou os custos de produção e pressionou ainda mais o orçamento das famílias rurais. Estamos acompanhando de perto essa realidade e buscando alternativas para mitigar esses danos.”
Segundo as projeções, a expectativa de produção em Novo Barreiro gira em torno de 5.400 hectares cultivados, com uma estimativa média de 58,3 sacas por hectare, mas podendo cair para 35 sacas por hectare em algumas áreas mais afetadas.
O encontro serviu para reafirmar o compromisso da administração municipal em acompanhar de perto os desafios enfrentados pelos agricultores e buscar medidas de apoio para minimizar os impactos das adversidades climáticas. A Secretaria da Agricultura seguirá monitorando a situação e buscando alternativas para auxiliar os produtores locais.